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sábado, 14 de junho de 2014

Alimentação no Porto

Como tenho recebido muitas perguntas de pessoas que vão fazer mobilidade no Porto, principalmente com relação a questões do dia a dia, resolvi fazer esta postagem com informações sobre valores, marcas, supermercados, tudo o que envolva a alimentação durante o período da mobilidade em Portugal. Não sou a pessoa mais indicada para falar de restaurantes, mas darei uma dica de onde comer francesinha ;)

1 - Compre produtos de marca branca

Se no Brasil isso é quase certeza de comprar um produto de má qualidade, aqui em Portugal você pode confiar na marca do supermercado; principalmente se for do Pingo Doce, do Continente (ou Marca É, que também é do Continente) ou da marca Dia (do Minipreço). São muito baratos mesmo: os chamados "bens essenciais" custam menos de 1€ cada. Todos estes da foto, mesmo não sendo todos "essenciais", custam menos de 1€ (tirando a comida congelada). Dá pra ver também que o leite tem a palavra "gordo" kkk é o que nós chamamos de leite integral (demorei 5s pra lembrar :X). O semi-desnatado é "meio-gordo" e o desnatado é "magro". O feijão já vem cozido, na lata ou na compota (tem feijão preto). O Pingo Doce tem uma imitação muito boa da Nutella =)

Fonte: camisportugal.blogspot.com
2 - Faça sua própria comida em vez de almoçar fora

Como a cidade é pequena e os transportes são rápidos, provavelmente vai dar tempo de você fazer as suas refeições em casa, e nem preciso falar que sai muito mais barato, já que na cantina da faculdade você paga 2,40€ (tem que comprar senha todo dia; não dá pra carregar o cartão) e nos restaurantes um almoço (de verdade, com arroz, carne e salada, no mínimo) fica à volta dos 5€. Além disso, se você morar com portugueses, como eu morei, vai ver que eles adoram cozinhar (homens e mulheres) =) e adoram fazer "jantaradas" em casa. Ah, e aqui todo mundo anda com marmita na rua, não é vergonha nenhuma kkk. Todo mundo leva uma bolsinha térmica e aquece a comida no trabalho ou na faculdade. Lá na FLUP há pelo menos dois micro-ondas (até onde eu sei :D) e a fila não é tão grande assim, podendo ser até nenhuma, dependendo do horário.

Bolsa térmica para marmita

3 - Coma às vezes na cantina da faculdade

Quando não dá tempo de preparar a comida, a melhor saída é comer no restaurante universitário. Nem todas as faculdades têm cantina, mas todas têm pelo menos uma que fique próxima, em outra faculdade. A FLUP tem cantina, e nunca fica muito cheia. No período das 12h às 12h30min é mais crítico pra comprar senhas, claro, mas nada comparado à fila do RU com que eu estava acostumada :D

Por 2,40€, você tem direito a:


1 pão (que eu nunca pego ;D porque acho que enche muito);
1 sobremesa (que pode ser doce, fruta ou iogurte. Os doces têm pouco açúcar, esse mousse de chocolate da foto é o mais doce);
1 sopa (é costume beber sopa antes da refeição);
1 prato principal (sempre muito saudável, nem sempre muito saboroso :P esse da foto eram "rojões")
1 copo de água ou de suco (eles dizem "sumo") - mas é refresco industrializado.

Opções de prato principal: Dieta, Vegetariano, Carne ou Peixe.

Então, vale a pena comer na FLUP =) só tem que dar sorte com o cardápio ("ementa"). Eu gosto muito da lasanha vegetariana, do bacalhau com natas e do red fish :) e o chef é muito simpático.

4 - Prove a gastronomia portuguesa

Não sou especialista neste assunto, mas vou falar dos pratos que já provei  =) go go definições da wikipédia:

- Francesinha (é um prato típico e originário da cidade do Porto, em PortugalA francesinha é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca ou, em alternativa, lombo de porco assado e fatiado, coberta com queijo (posteriormente derretido). É normalmente guarnecida com um molho à base de tomate, cerveja piri-piri. Os acompanhamentos de ovos estrelados (no topo da sanduíche) e batatas fritas são facultativos.) Já deu pra ver que é uma bomba calórica, né XD mas é muito boa. Encontra-se em diversos cafés, principalmente na Ribeira, mas o melhor lugar que eu conheço é o Restaurante Capa Negra, perto da FLUP (também há outro no Porto). No restaurante é mais caro; já não me lembro exatamente quanto, mas no geral custa uns 7€.


- Carne à Alentejana (ou carne de porco com amêijoas é um prato típico da culinária de Portugal, mais concretamente da região do Alentejo. O primeiro nome é o mais comum por todo o Portugal, constituindo o segundo a designação usada no próprio Alentejo de origem. É preparado com amêijoas, carne de porco, colorau, louro, vinho e alho, entre outros temperos possíveis. A carne é frita e servida misturada com as amêijoas já cozidas. O prato final pode ainda ser polvilhado com coentros, acompanhado por batatas fritas cortadas em cubos e por limão.) 


- Bacalhau com natas (Bacalhau desfiado ou lascado envolvido num refogado de cebola juntamente com batatas fritas, molho bechamel e natas, que vai ao forno a alourar.) Natas = creme de leite; molho bechamel = molho branco. De-lí-cia :) o Bacalhau à Brás também é muito bom.


- Rojões (No Norte de Portugal, chamam-se rojões a nacos de carne de porco da parte da  ou da barriga, fritos em banha num tacho, de preferência de ferro. O prato mais conhecido é rojões à moda do Minho.) - mas este à moda do Minho eu nunca provei. É uma comida muito gordurosa, mas ótima num almoço de domingo =)


- Sobremesa/doce: Ovos moles = minha perdição :D (Trata-se de um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanasfranciscanas a carmelitas. As religiosas utilizavam a clara de ovo para engomar os hábitos, enquanto que as gemas, para que não fossem desperdiçadas, se constituíram na base para a feitura do doce. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras.) O pão-de-ló de Ovar, também feito com ovos moles, é outra delícia também. 




Como vocês veem, eu já engordei 10kg kkkk a culinária portuguesa é muito baseada na carne de porco e no peixe, e a maior parte dos doces leva muito ovo. Usa-se muito a massa folhada pra fazer doces. 

Termino esse post com água na boca :D e com a esperança de ter dado alguma informação útil. Qualquer dúvida, deixem um comentário! Até mais :*

segunda-feira, 7 de abril de 2014

quando a paisagem se torna invisível ou quase um ano de Portugal

Quem me conhece já deve ter cansado de me ouvir falar que eu estudo a paisagem na literatura de língua portuguesa. Num desses textos da geografia humanista cultural, li que a percepção da gente em relação aos lugares muda muito quando passamos a morar neles e, principalmente, a ganhar a vida neles.



no "comboio" nosso de cada dia ;)
Eu havia passado seis meses aqui em Portugal (fev-jul/2011) e depois vim em julho de 2012 e de 2013 (já para morar). Sendo assim, só agora é que eu passei os meses de frio intenso (outubro-abril), e só desta vez é que eu trabalhei aqui, já que da primeira vez eu tinha uma bolsa do CNPq. Pois bem, continuo achando tudo lindo, mas agora moro quase em Aveiro e não no Porto, ou seja, tenho que pegar mil e um transportes (cuja qualidade é excelente; não fosse isso, seria muito mais difícil) e não caminhar por dez minutos como antes :D; tenho que me virar para ganhar algum dinheiro porque não consigo emprego; tenho que pegar muito vento frio e chuva... O meu tempo ficou bem mais apertado e eu já não consigo passear ou admirar a cidade como antes. Só em raros momentos de contemplação de dentro do ônibus. O significado dos lugares se torna bem diferente quando a utilidade deles muda e quando a vivência do tempo é outra.

Mas calma, meu caro leitor amigo/stalker, não pense que tudo são flores do mal ;) a parte boa é que estou aprendendo muito, muito mesmo com tudo isso. Aprendendo a viver dentro de certos limites, não só financeiros, mas de disciplina de estudo, de tempo, de motivação... Não que eu não fizesse isso antes, mas estou desenvolvendo cada vez mais essas competências. Estou me conhecendo melhor, pois estar fora do nosso país e da nossa cultura nos dá uma noção muito maior de como nós somos. Me pego baixando músicas de forró, que nem ouvia tanto, só pra ouvir o som do português brasileiro, nordestino; só pra sentir aquela leveza e aquela alegria de que eu nem sonhava o valor. Continuo teimando em falar nas aulas, mesmo com as bochechas muito coradas e o coração a mil, porque há "entre nós e as palavras, o nosso dever/querer falar" e porque ainda sonho em um dia conseguir compartilhar algo do que a literatura me dá. Continuo teimando em escrever, apesar de toda a supercrítica que sempre me acompanha. E continuo teimando em trilhar pelo caminho mais difícil: o do estudo. Se este não me dá um retorno financeiro rápido, ao menos me faz enxergar que isso não é tudo.

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Meus trabalhos:


(Tirei 18 em todos *--* foi uma conquista pra mim, pois em 2011 tirei 15, 16, 16 e 17).
Na minha interpretação da escala de notas daqui, que vai de 0 a 20,
15 = bom; 16 = muito bom; 17 = muito bom mesmo;
18 = cumpriu o que devia :) 19 = excelente; 20 = excepcional

No segundo semestre, estou cursando:


Rupturas e Continuidades na Poesia Portuguesa Contemporânea 2

Poesia e Filosofia no século XVI
Geração de Orpheu
Estética Literária
Poética Clássica

#wishmeluck

sábado, 23 de novembro de 2013

Volta a Portugal - Mestrado

Mais de um ano depois, eis-nos aqui outra vez. Os bons desejos de vocês, muitas vezes manifestos nos comentários, concretizaram-se: estou de volta a Portugal, fazendo o Mestrado (que queria) em Estudos Literários, Culturais e Interartes na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

FLUP











Vim para cá em julho, quando fiz a seleção, e as aulas começaram em setembro. A seleção consistiu em uma análise de currículo, em que pesava o histórico da licenciatura e a atuação acadêmica (publicação de artigos, participação em eventos etc.). Houve ainda uma entrevista (não se trata de uma arguição de projeto), na qual duas professoras me fizeram perguntas sobre o meu percurso até então, a minha motivação para o curso, os temas que pretendia estudar. Vale ressaltar que para mim ainda não estava (nem está) claro em que vai consistir a minha dissertação, mas isso aqui não é empecilho para a entrada no curso. Fiquei colocada em 5.º lugar, juntamente com muitos brasileiros, portugueses e até um sul-coreano!

Há dois ramos no curso: o de Estudos Comparatistas e Relações Interculturais e o de Estudos Românicos e Clássicos, tendo este último seis variantes, das quais escolhi a de Literatura Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa (Língua Portuguesa e Educação). Isso não nos impede de escolhermos cadeiras de outro ramo ou de outras variantes, mas a maior parte das cadeiras escolhidas tem de ser do ramo pré-definido. Desta forma, escolhi só duas cadeiras do ramo de E. Comparatistas, que são Literatura Comparada: Questões e Perspectivas e  Tradução e Cultura. Mesmo que eu não venha a desenvolver o meu trabalho final neste âmbito, tem sido muito útil para mim o estudo destas disciplinas no que tange ao alargamento da minha visão das relações literárias e culturais entre os países e do processo de construção das histórias da literatura (nacionais/internacionais).

- As restantes cadeiras, a quem interesse saber, são, no 1.º semestre: Rupturas e Continuidades na Poesia Portuguesa Contemporânea-1 , Novíssimos: Poesia e Poéticas e Poéticas Finisseculares - séc. XIX e XX-1, formando um total de cinco unidades curriculares. No próximo semestre, curso mais cinco e, no próximo ano letivo (que começa em setembro/2014), devo iniciar a escrita da dissertação (que deverá durar um ano).

Escolhi estas unidades curriculares para tentar construir uma visão mais bem fundamentada do modernismo e da literatura contemporânea, estudando desde os seus precursores (de fins do séc. XIX) até a produção poética mais recente ("novíssimos" - pelos anos 2000). Tudo tem se articulado bem e eu acho que tenho conseguido estabelecer relações significativas entre as matérias. Já pensei em tratar da poesia brasileira contemporânea na minha dissertação, mas ainda não defini o aspecto a ser estudado. Talvez o hibridismo de gêneros artísticos.

Biblioteca da FLUP

As diferenças entre o ensino (não só universitário) português e o brasileiro mereceriam uma postagem à parte, mas, para já, vou ser breve: o mestrado, em ambos os países, é já de si uma certa ruptura com o ambiente da graduação, que seria, digamos, mais permissivo, onde teríamos mais espaço para errar. No mestrado, temos que evitar afirmações despropositadas ou não-fundamentadas. Aqui em Portugal, então, sinto isso com mais intensidade, pelo fato de a relação professor-aluno ser, em geral, diferente daquilo com que estamos acostumados no Brasil. 

Nas escolas brasileiras, desde a educação básica, a figura do professor aproxima-se da de um amigo (o que, às vezes, tem consequências ruins, claro); quer dizer, por mais que haja uma hierarquia de saberes, o professor tenta não constranger tanto o aluno pelo fato de ele ainda não saber determinada coisa. Aqui, por outro lado, em meio às minhas aulas na universidade e em uma Escola Primária que tive ocasião de visitar, percebo uma relação um pouco diferente, em que o distanciamento é maior e a diferença de saberes é bastante enfatizada. Mas isto é assunto para um próximo texto.

Biblioteca da FLUP
Espero que este relato ajude quem pensa em vir para cá estudar. Se tiverem perguntas, não hesitem em fazê-las, seja por comentários, seja por email.

Até a próxima! :)


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Músicas da minha mobilidade


Olá, pessoal, tudo bem? Já estou de volta a São Luís, à vida cotidiana. Estou feliz por voltar à minha cidade, à minha família e aos meus amigos. Mas agora sou uma pessoa totalmente dividida ;)

Por isso, hoje quero compartilhar com vocês as quatro músicas mais tocadas durante o meu período de mobilidade (em 2011). Muitas delas continuam tocando (ainda bem!) e muitas eram as mesmas do Brasil - resultado da globalização. A rádio que eu mais ouvia em Portugal era a Antena 3, em que tocavam também músicas brasileiras (de boa qualidade), como Tulipa Ruiz e Chico Buarque. A propósito, foi por meio da Antena 3 que eu (brasileira) descobri a Tulipa (!), quando tocou esta música, que me fez procurar mais na net:



Esse CD da Tulipa é o "Efêmera". Ela já lançou outro, o "Tudo Tanto", disponível pra download no site dela.

Outra música que fazia os meus dias mais alegres era "Two Points", da banda portuguesa Norton (sim, eles cantam em inglês):


 

Eles agora também lançaram um clipe super lindo, que tem tudo que eu adoro: paisagens lindas e bicicletas :)   é este aqui:


A terceira música que mais ouvi em Portugal durante a mobilidade foi o que eles chamam de Música Pimba. O rei do Pimba é o Quim Barreiros, mas esta música é do grupo Chave D'Ouro - "O Pai da Criança (Quem será?)". Como estive em PT na época do carnaval, foi uma festa só, fizeram um monte de remixes :) Ainda toca muito:


Por fim, a quarta música que mais (me) tocou durante a mobilidade foi "Vá lá, senhora", da banda portuguesa Os Golpes (estes cantam em português) com Rui Pregal da Cunha. Adoro as batidas desta música! Continua tocando muito também.




Espero que tenham gostado, digam-me quais vocês curtiram mais!
Beijinhos :*

segunda-feira, 30 de julho de 2012

De volta a Portugal - férias :)

Este blog começou como um diário da minha experiência de mobilidade acadêmica (de seis meses). Hoje, quase um ano depois de eu ter ido embora (parti no dia 5 de agosto de 2011), Portugal continua a estar muito presente na minha vida.

Sim, estou de férias em Portugal, e é sobre este retorno (e um outro possível, para mestrado, no ano que vem) que trata esta postagem. Visitei até agora dois lugares principais, além do Porto: Águeda (cidade que fica dentro do concelho de Aveiro) e Lisboa.

Fui a Águeda ver uma amiga que morou comigo em um apartamento enquanto estive no Porto (já no final do semestre), a Susana, que estava trabalhando em uma festa que estava acontecendo lá, "Agitágueda". Por ocasião da festa, a cidade foi decorada com vários guarda-chuvas coloridos e teve seus banquinhos pintados de diversas cores. Como as fotos do local têm feito sucesso no Facebook, resolvi postar também algumas:



Já de Lisboa tenho mais o que contar, já que fui para lá de fato com o intuito de conhecer a cidade. Muita gente ficou impressionada por eu ter estado seis meses em Portugal e não ter conhecido Lisboa. Na época, eu não tive possibilidades de ir; contudo, valeu a pena visitá-la com mais calma desta vez (embora tenha passado só dois dias lá): Lisboa é uma cidade encantadora, na sua mistura de modernidade e tradição. Confesso que a parte moderna me assustou um pouco, pois nunca havia visitado uma cidade tão grande. No entanto, a modernidade nos ajudou e muito, pois andamos sempre de metro para cima e para baixo, por um valor relativamente baixo: comprei um passe de 5€ com o qual podia andar ilimitadamente até o fim do dia. O metro de Lisboa é muito eficiente, em poucos minutos anda-se de um lado a outro da cidade. Estava hospedada em uma área tranquila, bem próxima à estação de Picoas, em uma das Pousadas da Juventude de Lisboa. Recomendo esta Pousada: bom atendimento, limpeza, espaços bonitos e confortáveis, segurança, tudo nota 10.

(Rua Andrade Corvo, 46, Saldanha)

Para a postagem não ficar cansativa, vou mostrar os lugares que visitei e como fiz o caminho:
(Mapa do Metro de Lisboa - clique na imagem para ampliá-la)

O primeiro local que tinha em vista era a Baixa. Sendo assim, saí de Picoas para a estação Baixa-Chiado. Ao sair da estação, dei de cara com meu maior referencial (para não dizer ídolo, um adjetivo que ele odiaria) da Literatura, autor que analisei na minha monografia: Fernando Pessoa :)


Explorei a Baixa a pé e me encantei com os traços de tantos séculos presentes ali. Nestes espaços, sempre me sinto em casa, pois parecem muito com o centro histórico da minha cidade natal. 

(Rua da Baixa de Lisboa)

Ah! Vale lembrar que depois do meu encontro emocionante com Pessoa, comprei logo um mapa de Lisboa, para não me perder ;) mas nas minhas viagens, gosto de surpresas. Assim, peguei um elétrico (bonde) e deixei que ele me levasse pra onde quer que fosse :D Fui parar no Jardim da Estrela, que é muito bonito, e depois peguei o elétrico de volta no mesmo local para ir ao Rossio.



(Rossio/ Praça de D. Pedro IV)

Depois, segui a pé para a beira-mar, onde ficam a Praça do Comércio e o Terreiro do Paço:

(Praca do Comércio - Arco Triunfal - D. José I)


(Terreiro do Paço)

A noite no Bairro Alto é muito movimentada, com várias ruas estreitas em que podemos encontrar muitos bares:


Há também no Bairro Alto um miradouro muito bonito, de onde se tem uma vista linda de Lisboa (há vários miradouros, na verdade).

No dia seguinte, fiz o check-out e pegamos o metro novamente, comprando um novo passe, em direção a Belém. Entretanto, para ir a Belém é preciso sair na estação Cais do Sodré e comprar bilhetes pro comboio, o que levou quase 1h! As máquinas eram lentas e havia muita gente. Passado este sufoco, saí na estação Belém (claro), perto do Padrão dos Descobrimentos:

 (Ponte 25 de abril- réplica do Cristo Redentor)

(Padrão dos Descobrimentos) 



(Torre de Belém)


De lá, peguei o metro novamente, desta vez rumo à estação Oriente. Conheci o Parque das Nações, o Centro Comercial Vasco da Gama, a Avenida dos Oceanos (perto do Oceanário):

 (Av. dos Oceanos)

 (Pq. das Nações/Oceanário)

Para finalizar a viagem, fui a Cascais, ainda dentro do distrito de Lisboa. É uma praia lindíssima. Meus amigos de São Luís ficariam admirados em saber que esta foto foi tirada pelas 21h :D (na minha cidade, sempre anoitece pelas 18h).



E assim encerrei minha visita a Lisboa, querendo voltar outras vezes :)

Espero poder voltar, depois de formada, para cursar aqui o Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes na FLUP... Desejem-me sorte! :) 

sábado, 1 de outubro de 2011

Relações Brasil e Portugal


Numa hora livre que tive, peguei uma Istoé que andava aqui por casa, e fui folheando até que, na última página, me chamou atenção o título da coluna: "Portugal". Parece perseguição, agora em tudo vejo Portugal rsrs... A coluna foi escrita por uma atriz brasileira, filha de portugueses, cuja família veio pra cá ganhar a vida, mas manteve sempre muitos laços com a terrinha. Ela fala de pequenas coisas de lá de que eu também tenho muitas saudades agora, e de alguns preconceitos que o brasileiro, por ignorância, ainda cultiva em relação a Portugal. Deixo pra vocês o texto integral: é só clicar na foto abaixo, que ela se amplia. Vale a pena lê-lo, até porque ela o inicia com uma citação de Fernando Pessoa :) e também porque, assim como ela, eu nunca ouvi nenhum português dizer "Ora pois pois!" ; )
A coluna é da edição de 7 de setembro de 2011 (nº 2182).
Obrigada pelas sugestões, vou colocá-las em prática em breve! Até mais!


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Saudade portuguesa


Faz um mês que cheguei de Porto, mas meu coração continua lá. Tudo à minha volta, aqui em São Luís, ainda não é "tudo à minha volta", mas sim coisas que me lembram ou me fazem estabelecer comparações entre a minha cidade natal e a cidade do Porto, ou outras cidades de Portugal que tão bem me acolheram. Mas é claro que a maioria destas impressões eu guardo para mim, para não ser enfadonha às outras pessoas. O que aqui importa registrar é quão marcante pode ser uma experiência como esta que eu tive, e o quanto o nosso modo de ver as coisas fica alterado para sempre. Meu esforço atual é não deixar esvanecer esse olhar crítico sobre tudo, e, principalmente, as competências acadêmicas, profissionais e de relacionamento interpessoal que fui desenvolvendo ao longo desse período tão intenso. Agora eu sinto, mais profundamente do que nunca, a Saudade portuguesa.

O primeiro estranhamento que sentimos ao voltar é o da língua, obviamente. No meu caso, como vim pelo Rio de Janeiro primeiro para só depois chegar a São Luís, deparei-me ainda com outro sotaque antes de chegar ao dos meus conterrâneos. Foi uma sensação muito boa, até porque - desculpem-me os maranhenses - os cariocas são muito mais simpáticos que as pessoas da minha terra. Quando ouvi o modo brincalhão dos funcionários do aeroporto ao se dirigirem a mim, logo me senti em casa: "- Já posso entrar na sala de embarque? - Pode sim, minha dama, com certeza!" rsrs... Chegando em São Luís, apesar das precárias condições do aeroporto, fiquei feliz de ouvir o "Tu rai bem ali, tá vendo? E-hein, bem ali mermo." :D E mais feliz ainda de ver minha mãe me esperando, claro, após seis meses sem vê-la... Eu já morava só, mas nunca tinha passado tanto tempo sem que estivéssemos juntas. Acho que o máximo tinha sido três meses...

O segundo estranhamento que senti foi em relação ao ritmo da faculdade. Fico triste em relatar isso, pois, apesar de tudo, tenho amor pela minha Universidade. Mas foi um verdadeiro balde de água fria na empolgação de leitura e de estudo que eu trouxe do Porto o ritmo um tanto mais lento que as aulas seguem por aqui. Sei que diversos fatores interferem nisso e que não é culpa somente dos professores, dos alunos, da coordenação ou de seja lá quem for. Mas o fato é que a exigência que eu tinha na U. Porto era uma, e a que eu tenho aqui baixou consideravelmente. Espero ter disciplina para conseguir manter o ritmo que tinha lá.

Acho que não vale a pena falar de outras situações mais específicas. O que valeria dizer é que voltei à minha rotina, embora tenha ficado um período atrás em relação à minha turma (lá no Porto fiz 4 cadeiras, sendo que uma delas já tinha cursado aqui; logo, só pude aproveitar 3 cadeiras de um período composto por 8. Assim, estou cursando agora 5 cadeiras do 7º período, e ainda me faltam dois para eu me formar). Foi muito bom rever meus professores e colegas mais queridos, e voltar ao ambiente que, com todos os seus problemas, foi o que me formou e ainda está me formando. Fiquei muito feliz também de saber que várias pessoas do meu curso estão indo para a Universidade de Coimbra, fazer 2 anos de graduação-sanduíche. Eles estão indo com bolsa. Fico feliz por ter, de certa forma, aberto caminho para essa experiência que, com certeza, vale a pena, especialmente para os maranhenses, que tantas raízes ainda têm de Portugal.

Já não sei que destino dar ao blog, agora que o período de estudos foi encerrado. Deixo, então, um espaço aberto para que vocês leitores (sempre tão silenciosos! rsrs) deem suas sugestões de temas para as próximas postagens, ou deixem perguntas que gostariam de fazer sobre outros detalhes não mencionados aqui. Vocês é que mandam agora! Obrigada a todos que leram e comentaram, mesmo que nem sempre por este meio. Até mais!